Que te digo?
se me falas da efabulação dos dias
se os escreves em páginas verdes
em folhas que nunca vês maduras
se me dizes que são já tardias
as cores
a tinta das tardes puras
que sempre trago
que sempre levas e não dispensas
que te digo?
ah! se as estações fossem todas só uma
aquela em que o fresco halo da manhã
luminoso se desata
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Aqui
aqui
onde o cheiro do alecrim
não chega à resina livre das estevas
sentado no lugar de todas as imperfeições
em março mês dos equinócios que reconheço
tenho a esperança dos amores perfeitos
e quero respirar o perfume dos lírios
a eternidade
aqui
onde cultivo o que não vejo disseram-me
que os meus sonhos existem por minha causa
e que no jardim onde semeio a vontade
os canteiros não são margens de nada
de nada
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Não sou de cá
não sou de cá, dizes-me tu.
não és.
não és mas sabes
que todos os rios conhecidos moram aqui...
onde?
aqui. na fonte dos caminhos.
no teu peito...