HARMONIA DO MUNDO

 

 

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POESIA

 

AMOR INÉDITO (colectânea de poemas de Fernando Henrique de Passos)

  

–I love you too, Teresa!

 

 

 

 

 

 

                                                                À Teresa

 

 

 

OS ANOS PASSADOS E OS ANOS POR PASSAR

 

A rapariga

Que é mais que minha amiga

Faz hoje anos.

Trabalhadora como a formiga

E alegre como a cigarra,

É maior entre os humanos.

Que toque a fanfarra,

Que brilhe o fogo de artifício

Neste dia de vida e novo início!

Que transborde vinho pelas taças

Em mais este aniversário que tu passas!

Porque essa rapariga és tu, oh minha amada,

E eu quero que hoje raie a alvorada

De uma nova era

Em que seja sempre primavera

E em que a brisa fresca e olorosa

Faça desabrochar como uma rosa

A certeza de que os anos que hão-de vir

Só te verão sorrir!

 

7/8/2010

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

17 ANOS DE SALVAÇÃO

 

O meu corpo era feito de derrotas.

Tentei fugir-lhes; parei num areal.

Afastavam-se ao longe velhas frotas.

Se eu pudesse entender as suas rotas

Não me sentiria por certo assim tão mal.

 

Frente ao mar cismava.

(O ar era de gelo.)

A sua voz cava

Ribombava

Num apelo.

 

Foi tão grande meu fascínio pelo mar

Que, atordoado pela sua profundeza,

Volteei em seu redor, fui-me a afogar.

Vieste-me salvar,

Doce Teresa.

 

Voltámos juntos no rugir do vento,

Entre as algas, a espuma e as gaivotas.

Na praia dormimos, ao relento.

Depois, ensinaste-me o alento

E o sentido daquelas velhas frotas.

 

E o teu olhar é tão sereno

Que faz esquecer o mar-abismo

E seu apelo molhado de veneno.

E já não peno…

E já não cismo…

 

19/7/2010

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

DEZASSEIS ANOS DE CASADOS

 

Um par de pares de pares de pares

De anos de alegria

Voando pelos ares

Na estratosfera fria

Acima dos mortais.

Onde vou? Onde vais?

Não sabemos.

Voamos lado a lado

E juntos muitos mais anos voaremos

Num voo ora calmo ora agitado.

Mas nada pode correr mal:

Quem alimenta a nave da aventura

É o ancestral

Fogo da ternura.

 

19/2/2010

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

DIA DOS NAMORADOS / 2010

 

Vamos de mão dada

Porque és a minha namorada.

Que idade temos? Cinquenta? Sessenta?

Pouco importa: o coração ainda rebenta

De paixão.

E tenho uma visão:

Mascamos chiclete,

Porque tu tens dezasseis e eu dezassete!

Roubo-te um beijo num jardim escondido.

O teu olhar tinha-mo pedido?

Esquecemo-nos do tempo, perdemos a aula.

Mas com este sol, quem quer ficar fechado numa jaula?

Encostas a tua cabeça no meu ombro. O teu cabelo cheira a rosmaninho.

Faço-te uma festa e digo-te baixinho:

Quando casarmos, seremos felizes como nunca fomos…

E então acordo: já o somos!

 

14/2/2010

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

SETE BÊNÇÃOS

 

Sete estrelas benfazejas,

Dezasseis anos atrás…

Tu eras sete princesas,

Eu teu cavaleiro audaz.

 

Sete estrelas de noivado,

E sete fadas madrinhas.

Um futuro abençoado,

Disseram sete adivinhas.

 

Sete pedras no anel,

Humildes e pequeninas.

Mas talhadas por cinzel

Guiado por mãos divinas…

 

5/11/2009

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

 

EMBARQUE

 

Há algo de novo na manhã brumosa,

Poesias que brotam da rocha, da prosa,

Dos gritos das aves e do vento gelado,

Das fendas na terra e do ar, que é gelado,

Da luz do sol pálido e da fina areia,

Da espuma das ondas e da maré-cheia,

Dos cristais de sal e do nevoeiro,

Deste promontório e do mundo inteiro.

 

No meu pobre carro, tu estás a meu lado.

Eu não digo nada, o mar está calado.

Ao longe um castelo, muito, muito antigo…

 

Fico mais atento:

Eis que agora o vento, se fala, é comigo

E me dá alento e me dá coragem.

Chegou o momento:

Peço-te que venhas na minha viagem…

 

28/10/2009

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

NO 9 DE AGOSTO DE 2009

 

Passa o tempo, gota a gota,

Num bater sinusoidal,

E hoje a minha garota

Celebra mais um natal!

 

Escorre o tempo devagar,

Conduzindo os seres humanos,

E hoje, tu, o meu par,

Tens mais uma festa de anos!

 

Detém o tempo a passada,

Faz de tua sentinela,

Porque hoje tu, minha amada,

Apagas mais uma vela!

 

E o tempo volta a passar

Mas não te importas com isso:

Quem só sabe melhorar

Tem o tempo ao seu serviço…

 

9/8/2009

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

 

NAQUELE DIA

 

Naquele dia,

Tu vinhas do fundo do fim da esperança,

Eu vinha à tona da minha letargia.

Vínhamos cansados, que o desespero cansa.

 

Mas daquele encontro renasceu o alento

Que há já tanto tempo nos abandonara.

E uma tarde qualquer, por esse breve momento

Se transformou numa hora rara.

 

Dali ao amor não foi mais que um passo,

E seguiram-se outros, pisando o torpor.

E beijo após beijo, abraço após abraço,

Eis dezasseis anos a celebrar amor.

 

20/7/2009

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

QUINZE ANOS DE CASADOS

 

Passados quinze anos,

Naufrágio em alto mar.

Há gritos desumanos,

Agoiros a uivar.

 

Grande foi a vontade

Ao leme do navio.

No fim da tempestade

Tudo é o nada, o frio.

 

Tudo engoliu o mar,

Num vórtice de horror.

E só resta a boiar

O nosso eterno amor…

 

19/2/2009

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

O NOSSO AMOR

 

Encontramo-nos no lugar da ternura.

É o nosso terreno comum.

Para enfrentarmos juntos a agrura,

Não precisamos de mais nenhum.

 

Podíamos passar sem noites escaldantes,

Estar em desacordo nas opiniões,

Gostares mais da praia, e eu do campo antes,

Não alimentarmos iguais ilusões.

 

Tudo isso é nada se as almas se tocam

Ao nível do que é a maior fundura,

E os seres abraçados juntos desembocam

Na larga planície onde cresce a ternura.

 

8/2/2009

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

NOS QUINZE ANOS DO NOSSO NOIVADO

 

O anel é circular,

Não tem princípio nem fim.

O nosso amor é assim,

É eterno o nosso amar.

 

Desde o princípio do mundo

Caminhamos lado a lado,

E mesmo o nosso noivado

Foi reencontro, no fundo.

 

Éramos já como um só

Antes de a Terra nascer.

Continuaremos a ser

Quando tudo for já pó.

 

Passe o Verão, venha o Inverno,

Passe o tempo que passar,

O anel é circular,

E o nosso amor é eterno…

 

5/11/2008

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

A DECLARAÇÃO

 

Vem comigo até ao mar,

Quero dizer-te um segredo;

Saímos de manhã cedo,

Há muito caminho a andar.

 

Vou-te dizer que te quero,

Que não te quero deixar.

Vem comigo até ao mar,

Que sem ti eu desespero!

 

Vou pegar na tua mão

Enquanto olharmos o mar

E a água a marulhar

Vai selar nossa união.

 

Depois vamo-nos beijar

E o mar será de ternura.

Mas isso é lá na lonjura,

Há muito caminho a andar.

 

Há muito caminho a andar,

Hoje e pela vida fora.

Vamos, vamos já embora,

Vem comigo até ao mar!

 

29/10/2008

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

NÃO CONTES OS ANOS, OS ANOS NÃO CONTAM

 

O tempo passa por ti

E vais ficando mais bela.

Fosse eu ao menos pintor,

P’ra te pôr na minha tela!

 

O tempo passa por ti

E és cada vez mais amiga.

Fosse eu um compositor,

P’ra te pôr numa cantiga!

 

O tempo passa por ti

E cresce a tua brandura.

Fosse eu um grande escultor,

P’ra te pôr numa escultura!

 

O tempo passa por ti

E espalhas mais alegria.

Fosse eu ao menos poeta,

P’ra te pôr nesta poesia!

 

9/8/2008

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

NO 20 DE JULHO* DE 2008

 

Ao fundo da noite

Há uma lanterna.

“Ó luz vacilante,

É a noite eterna?”

 

E responde a luz

Do fundo das trevas:

“Na tua viagem,

Quem contigo levas?”

 

“Viajo sozinho.

Só por companhia

Levo o meu passado

E de hoje a agonia.”

 

“Assim te perdeste.

Mas encontrarás

Hoje uma mulher

Com quem vencerás.”

 

“Como a reconheço?

Como sei que é ela?

Responde-me, ó luz,

Ó paz na procela.”

 

“É ela a que tem

No sereno olhar

Esta mesma luz

Que em mim vês brilhar…”

 

20/7/2008

 

Fernando Henrique de Passos

 

*Quinze anos depois do nosso

encontro na Gulbenkian,

recordando a tua luz,

que nunca mais deixou

de me acompanhar.

 

 

 

NO 14º ANIVERSÁRIO DO NOSSO CASAMENTO

 

O tempo é nosso aio,

A noite é tua dama de honor.

Os invejosos olham de soslaio

Cada minuto do nosso amor.

 

O tempo é a altura

De onde olhamos a vastidão que nos rodeia.

E é sempre altura de nos lançarmos no mar à aventura.

E é sempre maré-cheia.

 

(E cortamos as ondas de mão dada

E o mar inteiro é a nossa estrada.)

 

O tempo é nosso serviçal,

A noite é nossa camareira.

A nossa vida é sempre nupcial,

E o nosso amor é para a vida inteira.

 

19/2/2008

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

O ANEL MÁGICO

 

Quando pus o anel na tua mão,

Brilhou mais do que o sol de qualquer Verão.

A luz que derramou sobre nós dois

Foi magia nessa altura e bem depois.

Esse anel ainda é como um farol

A brilhar mesmo quando não há sol.

Uma jóia fabricada só com luz,

Permanente clarão que nos conduz.

Brilha mais quando a noite é mais escura.

(E é quando sua luz fica mais pura…)

E com sua perpétua claridade

Iremos juntos pela eternidade…

 

5/11/2007

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

UM SIM PARA A ETERNIDADE

 

Há catorze anos disseste-me sim.

A tua palavra ainda vibra em mim.

E hoje nas horas em que há desalento

Posso encontrar forças naquele momento.

Posso encontrar forças nesse dia bom,

Rever sua luz, teu sim e seu som.

Mas porquê viver de recordações

Se vivem tão juntos nossos corações?

O teu sim revive cada novo dia,

Cobre de doirado a nossa alegria.

Mas faz bem lembrar o dia bendito

Em que abriste as portas para o infinito!

 

29/10/2007

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

TREZE ANOS DE CASADOS

 

Pois o décimo terceiro

Ano deste casamento

Chegou agora ao seu fim

E não foi nada agoirento.

 

Se se diz que o número treze

É o número do azar,

Connosco não foi assim:

O treze veio ajudar.

 

Ajudou porque sofremos

Mas soubemos resistir.

E quando dois sofrem juntos

O sofrer só faz unir.

 

Bendito, pois seja o treze,

E que venham novos dias

Que passemos sempre juntos

Com penas ou alegrias.

 

18/2/2007

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

DIA DOS NAMORADOS DE 2007

 

É Dia dos Namorados,

Dia de S. Valentim!

Olho p’ra todos os lados,

Só te vejo a ti e a mim!

 

Bem sei que somos casados,

Mas vamos a um jardim

Tal como dois namorados

A trocar beijos sem fim!

 

A paixão e a ternura

São as mesmas do começo

Da nossa bela aventura!

 

Vejo-te sempre mais bela

E dia a dia envaideço

De seres a minha donzela!

 

14/2/2007

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

NATAL PASCAL

 

Temos um dia só nosso,

Um dia que é especial.

E até acho que posso

Chamar-lhe o nosso Natal.

 

Eu estava muito doente,

Estava mesmo muito mal.

Tu foste a presa inocente,

Foste o Cordeiro Pascal.

 

Pores este dia na agenda,

Foi prenda celestial.

Foi a antecipada prenda,

Dias antes do Natal.

 

E mudaste o meu destino,

Que era um destino fatal,

Pouco antes do Deus Menino

Festejar o seu Natal…

 

11/12/2006

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

CERTEZAS

 

Existo.

Estou aqui.

Sob Cristo

E ao pé de ti.

 

Ando.

Não estou parado.

E, caminhando,

Por certo chegarei a algum lado.

 

Vou prosseguir,

Mesmo com dor.

O que pode ela

Perante a força

Do nosso amor?

 

4/12/2006

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

O SENHOR DO ANEL

 

Combatia contra monstros e dragões,

Desconhecendo a razão do seu combate.

Já à beira do fim, do xeque-mate,

Deu por si em frente de uns portões.

 

Decidiu abri-los, e entrou

Num bosque denso e encantado.

Desfez-se da espada e, desarmado,

Pelo denso bosque caminhou.

 

Avistou por fim uma casinha

E um vulto recortado na janela.

Chegando perto, viu que era uma donzela

E percebeu “Tem de ser minha”.

 

Viu um anel caído entre o folhedo,

A brilhar como um astro esquecido.

“Com ele jamais serei vencido”,

Pensou, ao pegar-lhe a medo.

 

Dirigiu-se à donzela que, afinal,

Não esperava outro senão ele.

Colocou-lhe no dedo o belo anel,

Beijou-a à luz de uma aurora boreal.

 

Voltaram juntos aos caminhos do Mundo,

Combatem ainda monstros e dragões.

Anima-os a força de um amor profundo

E agora conhecem todas as razões.

 

4/11/2006

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

HÁ TREZE ANOS

 

Na Nau dos Corvos

Há treze anos

Nós embarcámos.

E, desde então,

Juntos fendemos

Os oceanos.

 

Com tempestades,

Ou com bonança;

Tanto nos faz:

Nada desfaz

Esta aliança!

 

Louca aventura,

Ventura a dois,

Amor sem fim,

Desde esse dia,

Desde o teu sim!

 

28/10/2006

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

9 DE AGOSTO DE 2006

 

É nove de Agosto

E estou bem disposto

Porque é o teu dia.

Para celebrar

Eu vou-te acordar

Com esta poesia.

Há já luz lá fora

A louvar a hora

Que te viu nascer.

Olho para ela

E abro a janela

Para a oferecer

À mais doce amiga

Que este mundo abriga

E é tu, minha flor!

Repitam-se os dias

Cheios de alegrias

E cheios de Amor!

 

9/8/2006

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

ENCONTRO ABENÇOADO

 

O dia era de Verão

Quando nós nos conhecemos.

Já passaram treze anos

Mas nem que passem trezentos

Algum dia o esqueceremos.

 

O dia era de Verão,

Só podia ser assim.

Encontrámo-nos no bar

Mas como o sol nos chamava

Subimos logo ao jardim.

 

O dia era de Verão,

No ar o odor de alfazema.

E as peças do destino

Começavam a juntar-se

Como os passos dum teorema.

 

Havia no céu sorrisos,

Risos brotavam do chão.

Toda a alegria do mundo

Nos juntou pra toda a vida

Porque o dia era de Verão.

 

20/7/2006

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

DOZE ANOS DE CASADOS

 

Pensei oferecer-te um poema neste dia

E peguei na caneta, como antes fazia.

Procurei palavras para pôr nesta folha,

Mas, escolher palavras, que difícil escolha!

Parecem tão pálidas e tão apagadas

Se comparadas

Com a nossa união…

Por isso te peço perdão:

Não sou capaz de escrever qualquer poesia

Que ultrapasse estes doze anos de amor e de alegria!

 

18/2/2006

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

NO 5 DE NOVEMBRO DE 2005

 

No meio da serra,

Tão perto do mar,

Não sei se é o vento,

Se estou a voar!

No meio da serra,

Tão perto do mar,

Não sei se é um pássaro,

Se és tu a cantar!

No meio da serra,

Tão perto do mar,

Faz hoje doze anos,

Pensámos casar!

No meio da serra,

Tão perto do mar,

É dia de rir,

Cantar e bailar!

No meio da serra,

Tão perto do mar,

É dia de festa,

Vamos festejar!

 

5/11/2005

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

NO 9 DE AGOSTO DE 2005

 

Passam dias e semanas,

Passam meses, passam anos.

Quanto mais o tempo passa

Mais juntos nós caminhamos!

 

Hoje é outro Aniversário,

Dou-te aqui os Parabéns!

Quanto mais o tempo passa

Menos idade tu tens!

 

Passam meses, pasam anos,

E o tempo vai-nos polindo.

Quanto mais o tempo passa

Mais o nosso amor é lindo!

 

Passe o tempo que passar

Não tenho mais que um desejo:

Cavalgar contigo o tempo,

Sempre num eterno beijo.

 

8/8/2005

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

ONZE ANOS DE CASADOS

 

Por todo o lado o mesmo clamor:

Falam em tédio e rotina,

Que o casamento é o fim do amor,

E que a paixão é breve e repentina.

O nosso casamento, baixinho, murmura,

Diz-lhes ao ouvido que estão enganados,

Que a paixão pode durar, e que perdura

Onze anos passados.

Clarão da luz do dia mais brilhante,

Relâmpagos na noite mais intensos,

Presença de um no outro mais constante,

Espaços de paz mais e mais extensos.

O carreiro que partiu da noite escura

Já se tornou luminosa avenida.

Valeu a pena a nossa jura

De sermos um do outro toda a vida!

 

18/2/2005

 

Fernando Henrique de Passos

 

 

 

ANEL DE ESTRELAS

 

O dia mais feliz da tua vida

Foi também o meu dia mais feliz.

Pedi-te para seres a minha esposa,

Disseste-me que sim.

 

No anel que pus na tua mão

Brilhavam sete estrelas irreais.

Eram estrelas de um mundo tão longínquo…

Eram sóis em busca de uma Terra.

 

E tu foste a minha Terra Prometida

E eu quero ser o sol que te dá luz.

E vamos juntos no mar das cósmicas poeiras

Em busca dos confins do universo.

 

5/11/2004

 

Fernando Henrique de Passos