

PETIÇÃO CONTRA A "DIRECTIVA DO RETORNO"
«No passado dia 18 de Junho, o Parlamento Europeu aprovou, por larga maioria, a "Directiva do Retorno", relativa à deportação de imigrantes ilegais, lei que entrará em vigor apenas em 2010, mas que mereceu já o veemente protesto de muitos países, nomeadamente do Brasil e de todos os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOPs), nossos parceiros na CPLP. O MIL rejeita essa "Directiva", que permite ou suscita todo o tipo de atropelos aos direitos humanos, ofende o espírito de tolerância e contradiz o universalismo do melhor da cultura portuguesa e lusófona, bem como a própria ideia do "encontro de culturas" que a União Europeia retoricamente celebra. Ao longo da nossa História, muitos portugueses, pelas mais variadas razões, emigraram e foram acolhidos em todos os cantos do mundo – o que aliás continua acontecendo, mesmo que em números mais reduzidos. Por outro lado, somos cada vez mais um país de imigração, acolhendo pessoas das mais diversas proveniências, facto que é a nosso ver positivo. O MIL compreende e aceita que os fenómenos migratórios tenham que ser regulados, mas essa regulação não pode ser ditada pela União Europeia, onde predominam os interesses de certas nações, sem atender às especificidades de cada país. Nessa medida, o MIL exorta os deputados da Assembleia da República a repudiarem esta "Directiva" e a proporem uma outra, que respeite os valores fundamentais da ética, os direitos humanos e a realidade concreta de Portugal e do mundo lusófono. (…)»
Para subscrever esta petição: http://www.gopetition.com/online/20337.html
7/7/2008Notícia recebida pela internet por Teresa Bernardino (assina também pelo ortónimo Teresa Ferrer Passos) e Fernando Henrique de Passos, membros do Conselho Geral da revista Nova Águia, órgão oficial do Movimento Internacional Lusófono.
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EM TORNO DE JESUS, JOVENS REUNIDOS NA AUSTRÁLIA
A cidade de Sidney vai receber, em meados do mês de Julho, milhares de jovens vindos das várias partes do mundo. O Papa Bento XVI apelou à sua presença no Congresso dedicado à juventude que, então, decorrerá. Os temas desenvolvidos, neste grande encontro, serão uma chamada de atenção para propostas de vida que lhes ofereça um sentido, um rumo, uma direcção para o futuro, sem perderem de vista os valores mais altos de uma humanidade de espírito puro. O objectivo máximo será, no Dia Mundial da Juventude, dar-lhes uma mensagem de esperança para que, na "casa" do amor de Deus, construam uma nova sociedade.
2/7/2008
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LANÇAMENTO DE FRÁTRIA, DE CARLOS CARRANCA
Frátria, o último livro de poemas de Carlos Carranca, foi lançado na Lousã, em 6 de Junho de 2008, pelas 21h30m, no Auditório do Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques.
A apresentação da obra foi efectuada por Louzã Henriques, após o que teve lugar uma Tertúlia de Canto e Guitarra de Coimbra. Transcrevemos na página que aqui dedicamos a Carlos Carranca alguns poemas incluídos nesta publicação, agora lançada à estampa, pelo poeta da bela praia da Figueira da Foz.
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Concurso Literário Rachel de Queiroz
A brasileira Luísa Ataíde ganhou o Prémio Literário Rachel de Queiroz, nas três modalidades em que concorreu: conto e poesia (primeiro lugar), crónica (menção honrosa). O primeiro, Cemitério de Estrelas, baseado na vida e obra de Camilo Castelo Branco, é uma narrativa que se desenvolve à volta de um escritor que morre e deixa os seus personagens "a vaguearem como estrelas mortas". Segundo a autora, Camilo é, no Brasil, pouco conhecido do grande público. A crónica O Entregador de Livros, inspira-se no caso de um escritor que doou seus livros por não os conseguir vender. Finalmente, o poema foi titulado "Memórias Brancas". Os Prémios foram atribuídos no dia 3 de Junho de 2008, num restaurante típico de Brasília. A contista que, com regularidade, nos tem enviado, gentilmente, os seus contos tão marcadamente surrealistas, pôs agora à nossa disposição os três trabalhos premiados, que vamos colocar online, com a maior satisfação, na página do nosso site que oferecemos à colaboradora de Brasília.
6 de Junho de 2008
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ACORDO ORTOGRÁFICO:
OPOSITORES COM «COMPORTAMENTOS AUTISTAS»
Carlos Reis, professor catedrático de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra (e actualmente Reitor da Universidade Aberta) considerou com "comportamentos autistas" aqueles que se têm oposto ao Acordo Ortográfico, numa conferência internacional e audição parlamentar sobre o tema, realizada a 7 de Abril passado, na Assembleia da República.
"Um acordo (...) é um encontro de vontades, fundado no reconhecimento da dignidade das partes, sem preconceitos, complexos ou reservas mentais, [que] implica disposição para o diálogo e para a abertura, não o fechamento em comportamentos autistas", defendeu o catedrático de Literatura Portuguesa.
Salientando que, "ao contrário do que tem sido dito, o Acordo Ortográfico é uma das questões mais debatidas dos últimos 20 anos", Carlos Reis frisou que "um acordo implica também o pragmatismo que leva a que se concorde no que é possível concordar, sem prejuízo de diferenças que não põem em causa o essencial da concordância".
"Se um acordo incide na ortografia - insistiu - então, reconheça-se que ele visa aquele domínio linguístico que é mais convencional e susceptível de reajustamentos rapidamente incorporados pelo uso e sobretudo pelas crianças, que são os falantes do futuro".
Segundo o professor, o que está em causa neste Acordo Ortográfico é "aproximar a grafia da articulação fonológica - aproximar, não identificar - ou, noutros termos, o modo como escrevemos do modo como falamos".
"Há alguma ofensa cultural, se passo a escrever `elétrico` em vez de `eléctrico`? Houve desrespeito pelo idioma de Alexandre Herculano, pelos legisladores do Liberalismo ou pelos cidadãos letrados seus contemporâneos, quando passámos a escrever `fósforo` ou `exausto`, em vez `phosphoro` ou `exhausto`?", exemplificou.
E colocou, em seguida, algumas perguntas que caracterizou como "claramente retóricas", a primeira das quais foi: "Deve Portugal manter-se agarrado a uma concepção conservadora da ortografia, como se ela fosse o derradeiro baluarte da identidade portuguesa?"
"E podem alguns portugueses persistir em encarar o Brasil como um parceiro menor neste processo ou até como um inimigo?", lançou, acrescentando: "É curial ou inteligente ignorar o muito que o Brasil faz, por muitas vias, para a afirmação internacional da Língua Portuguesa?"
E - interrogou-se - "se no futuro, os países africanos de língua oficial portuguesa, incluindo o Brasil, se entenderem quanto à adopção de uma ortografia comum, em que posição fica Portugal?"
Fonte: LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S. A. (7/4/2008), citado in Internet, http://ww1.rtp.pt/noticias/
17/5/2008
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CLAUDIO WILLER DEFENDE A TESE
«GNOSE, GNOSTICISMO E A POESIA MODERNA»
Claudio Willer, Director da revista cultural brasileira Agulha, defenderá, em breve, a sua tese de doutoramento, intitulada Um Obscuro Encanto: Gnose, Gnosticismo e a Poesia Moderna.
A arguição será no próximo dia 28 de Março, sexta-feira, às 14 h, no prédio da Administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de S. Paulo (Cidade Universitária). O júri examinador será composto por Eliane Robert Moraes, Maria Lúcia Dal Farra, Olgaria Matos, Moacir Amancio, e Benjamin Abdala Junior, o Orientador da tese.
O voto de «Harmonia do Mundo», «site» oficial da escritora Teresa Ferrer Passos e do poeta e investigador de Física-Matemática Fernando Henrique de Passos, é que Claudio Willer tenha muito sucesso na hora da sua arguição.
16/3/2008
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O
Museu da Língua Portuguesa (Praça da Luz, s/n, São Paulo, Brasil) abre no mês de Março com uma série de cursos gratuitos. O curso Surrealismo: Poesia e Rebelião, coordenado pelo poeta, ensaísta e tradutor Cláudio Willer, será às terças-feiras, entre os dias 04 de Março e 20 de Maio, das 14 às 17 horas, em doze sessões, divididas em dois módulos ou etapas que totalizarão 36 horas de carga horário.O público-alvo é de escritores, estudantes de Letras, e interessados no assunto em geral. O Programa tem os seguintes itens: 1. Antecedentes históricos: a rebelião romântica; temas românticos nos manifestos surrealistas de Breton; 2. A imagem surrealista e seus precursores; Baudelaire, Rimbaud e Lautréamont; o pensamento analógico; 3. Escrita automática: a transformação de categorias da psicanálise em poética; a relação surrealismo-psicanálise: controvérsias relativas ao inconsciente na criação; inspiração e escrita espontânea no surrealismo e em outros autores; 4. Surrealismo, ocultismo, hermetismo: o maravilhoso; o “acaso objectivo”; cidades como espaço mágico; 5. Surrealismo em outras literaturas, além da língua francesa: América Latina e literaturas de língua espanhola; o surrealismo português, de Mário Cesariny até hoje; surrealismo no Brasil, de Murillo Mendes e Jorge de Lima até Roberto Piva e autores mais recentes; 6. A ruptura dos géneros e o diálogo entre modos de criação; poesia em prosa e prosa poética; a contribuição surrealista às demais modalidades: artes visuais, inclusive fotografia e colagem; cinema; 7. As relações entre poesia e política e entre arte e vida; leitura, literatura e surrealismo. Como seria uma crítica literária a partir do surrealismo? Alcance e importância do surrealismo, hoje. Cláudio Willer, poeta, ensaísta e tradutor, nasceu em São Paulo, em 1940. Publicações mais recentes, Estranhas Experiências, poesia (Lamparina, 2004); Volta, narrativa em prosa (Iluminuras, terceira edição em 2004); preparou Lautréamont - Obra Completa - Os Cantos de Maldoror, Poesias e Cartas (Iluminuras, nova edição em 2005) e Uivo, Kaddish e outros poemas de Allen Ginsberg . Acaba de ter lançado Poemas para ler em voz alta, editorial Andrómeda, San Jose, Costa Rica (tradução de Eva Schnell, posfácio de Floriano Martins). É autor de outros livros de poesia e da coletânea Escritos de Antonin Artaud, esgotados. Consta em antologias e coletâneas, brasileiras e de outros países. Co-edita, com Floriano Martins, a revista cultural Agulha.
16/3/2008
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ÊXITO DE CIENTISTAS QUE ESTUDAM A DOENÇA BIPOLAR
(OU MANÍACO-DEPRESSIVA)
Esta doença psíquica é considerada uma das mais complexas perturbações mentais da sociedade contemporânea. Oscilando entre fases depressivas, eufóricas e disfóricas (estados maníacos de difícil controle após a sua manifestação, inesperada, na maior parte dos casos). A fase mais grave pelas suas consequências imediatas caracteriza-se por grande excitação, mesmo grande agressividade (inclusive consigo próprio), mania incontrolável e por tempo indeterminado (uma, duas, três horas, é imprevisível…), efervescência de ideias, sono inesperado ou menos necessidade de sono, mesmo ilusões, alucinações, e até perda de consciência, perda da noção do tempo e arrefecimento corporal, detectável por apalpação da pele dos lábios, da face ou mesmo das mãos.
Através de experiências em ratos, os cientistas descobriram que pode haver um gene responsável por esta doença de que são portadoras milhões de pessoas no mundo e de graves consequências sociais. Este gene, o Receptor 6 de glutamato (GluR6 ou GRIK2), é um gene com influência no comportamento humano.
14/3/2008
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MATEMÁTICO PORTUGUÊS RECEBE PRÉMIO EUROPEU
O presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, Nuno Crato, foi hoje distinguido em Bruxelas com o segundo lugar do prémio European Science Awards na categoria Science Communicator of the Year. É a primeira vez que um cientista português recebe o galardão, que foi atribuído em primeiro lugar ao astrofísico francês Jean-Pierre Luminet.
O prémio distingue o trabalho de Crato enquanto divulgador de ciência, e menciona os seus esforços à frente da SPM para divulgar a matemática. É este o caso das Tardes de Matemática, que levam a ciência do dia-a-dia ao público leigo por todo o país, e das Olimpíadas Portuguesas de Matemática, que reúnem neste fim-de-semana 60 jovens na final da sua 26ª edição – na qual participaram ao todo 25 mil alunos.
Os livros, mencionados com grande destaque na atribuição do galardão, são também uma parte importante dos esforços da SPM para divulgar a matemática. E é justamente na colecção Temas de Matemática, desenvolvida em parceria com a editora Gradiva, que sairá o próximo livro de Nuno Crato, A Matemática das Coisas. Nesta obra, o matemático e divulgador demonstra como podem as contas ajudar a compreender a arte de Escher, a cortar o Bolo-Rei ou a encontrar o caminho de casa.
12/3/2008
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PETIÇÃO EM DEFESA DO S.N.S.
O Bloco de Esquerda lançou uma Petição em Defesa do Serviço Nacional de Saúde geral, universal e gratuito, com vista a eliminar as taxas moderadoras nos Hospitais do Estado, melhorar o serviço de Atendimento Permanente, o serviço de Assistência em ambulâncias, entre outras medidas (20 de Janeiro de 2008). Entre os signatários contam-se o fundador do Serviço Nacional de Saúde, António Arnault, o recém-eleito bastonário dos médicos Pedro Nunes e o ex-bastonário dos farmacêuticos José Aranda da Silva. A Petição pode ser assinada na Internet em www.snsparatodos.net . Por todo o país haverá também bancas de assinaturas com vista a recolher 100.000 assinaturas. A Petição é dirigida ao Presidente da Assembleia da República.
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ADIRA AO MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO!
DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS E OBJECTIVOS (excerto)
O presente texto condensa e concretiza as propostas do Manifesto da Revista “Nova Águia”, órgão do M. I. L.
Aqui se apresenta um ponto de partida, objecto de consenso entre os promotores do Movimento, destinado a ser aperfeiçoado mediante todas as críticas e sugestões, que solicitamos e agradecemos.
Ao apresentá-lo, fazemos nossas as palavras de Agostinho da Silva, cidadão luso-brasileiro cujo pensamento inspira o M. I. L., na proposta de reorganização de Portugal e do mundo lusófono que redigiu em 1974: “A comunidade a que o propomos é o Povo não realizado que actualmente habita Portugal, a Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, o Brasil, Angola, Moçambique, Macau, Timor, e vive, como emigrante ou exilado, da Rússia ao Chile, do Canadá à Austrália” – “Proposição”, in Dispersos, Lisboa, ICALP, 1989, p. 617.
1 – O Movimento Internacional Lusófono é um movimento cultural e cívico que visa mobilizar a sociedade civil para repensar e debater amplamente o sentido e o destino de Portugal e da Comunidade Lusófona.
2 - As nações e os 240 milhões de falantes da Língua Portuguesa em todo o mundo constituem uma comunidade histórico-cultural com uma identidade, vocação e potencialidade singular, a de estabelecer pontes, mediações e diálogos entre os diferentes povos, culturas, civilizações e religiões, promovendo uma cultura da paz, da compreensão, da fraternidade e do universalismo à escala planetária.
3 – Os valores essenciais da cultura lusófona constituem, junto com os valores essenciais de outras culturas, uma alternativa viável à crise do actual ciclo de civilização economicista e tecnocrático, contribuindo, com o seu humanismo universalista e sentido cósmico da vida, para uma urgente mutação da consciência e do comportamento, que torne possível uma outra globalização, a do desenvolvimento das superiores possibilidades humanas e da harmonia ecológica, possibilitando a utilização positiva dos actuais recursos materiais e científico-tecnológicos.
(…)
No que respeita a Portugal, a secção portuguesa do Movimento Internacional Lusófono considera fundamentais as seguintes medidas:
I – Promover uma maior participação dos cidadãos na vida pública e política, nomeadamente em torno de um grande projecto para Portugal como o da União Lusófona, que os convoque para uma causa que transcende o imediatismo, o economicismo e os interesses dos partidos e dos grupos em luta pelo poder. Mobilizar os cidadãos indiferentes e descrentes da vida política, a enorme percentagem de abstencionistas e todos aqueles que se limitam a votar, para a responsabilidade de discutirem e criarem o melhor destino a dar à nação.
II - Sensibilizar os cidadãos e as instituições públicas e privadas para a importância e vantagens do projecto da União Lusófona, a nível cultural, social, político e económico. Promover a discussão pública desta proposta e uma cultura da consciência lusófona e universalista que enriqueça a nossa própria integração na União Europeia, tornando-nos parceiros activos na abertura da consciência europeia à cultura planetária
III - Promover para esse fim formas alternativas de intervenção cultural, social e cívica, que permitam antecipar quanto possível a realidade desejada, sem depender dos poderes instituídos, dentro dos quadros democráticos e legais. Sem rejeitar os habituais meios de intervenção política, o Movimento Internacional Lusófono apela à e apoia a constituição de grupos cívicos ou confrarias laicas que sejam núcleos de discussão, divulgação e realização deste projecto, em Portugal e em todo o espaço lusófono, incluindo a emigração. (...)
(Para aderir pode enviar uma mensagem de correio electrónico para: novaaguia@gmail.com )
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BAR HAWAII, EM LISBOA, EXPULSA DEFICIENTES
Um grupo de pessoas com deficiência da Póvoa de Santa Iria foi obrigado a sair do bar Hawaii, na doca de Santo Amaro, em Lisboa, por alegada discriminação. O incidente ocorreu na madrugada do dia 12 de Julho de 2007. Os responsáveis do bar alegaram problemas técnicos para fechar o estabelecimento, mas este viria a reabrir pouco depois de o grupo sair. O grupo de 23 pessoas com deficiência ligeira (física e mental), todas adultas, integrava a colónia de férias da Cooperativa de Solidariedade Social Cercipóvoa, da Póvoa de Santa Iria. Maria João Aires, uma das monitoras que esteve no local, conta como tudo se passou. O grupo chegou ao Hawaii por volta das 23h00 e durante cerca de uma hora divertiu-se, dançou e, segundo a monitora, “interagiu com os outros clientes”. Hora e meia depois um dos funcionários do estabelecimento informou Maria João Aires de que este iria fechar, devido a um problema técnico, convidando-os a pagar e a sair. A monitora confessa ter achado estranho, pois os outros clientes não estariam a ser avisados do mesmo problema. Decidiu permanecer. Minutos depois é dada indicação de que o bar iria mesmo encerrar. O grupo sai, juntamente com os outros clientes, só que estes permanecem junto à porta, de copo na mão.
A notícia publicada na Internet pelo blogue acessoscombarreiras, de que tirámos estas passagens, mostra a que ponto chegou a discriminação com os deficientes motores. Será que os clientes habituais se julgam imunes a sofrer também de deficiências?!
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II CIMEIRA UE/ÁFRICA
José Sócrates, Primeiro Ministro de Portugal, na qualidade de Presidente da União Europeia:
«Durante estes dias da Cimeira, Lisboa será seguramente a mais africana de todas as cidades da União Europeia».
«Notei sempre um espírito de urgência na necessidade de restabelecer o diálogo político entre União Europeia e África»
Lisboa, 7/12/2007
John Kufuor, Chefe do Estado do Gana e Presidente da União Africana, salientou o objectivo de «fomentar uma nova cooperação entre a Europa e a África, a todos os níveis.»
Referiu-se também ao futuro das relações entre os dois continentes, pondo a tónica na importância de «haver ou não haver mudanças nesse relacionamento».
Lisboa, 8/12/2007
Hosni Mubarak, Chefe de Estado do Egipto, anfitrião da I Cimeira UE/África, realçou a importância da «defesa dos Direitos Humanos na sua correlação com a luta contra a pobreza»(...) «novos empregos, novas possibilidades, emigração legal».
Mubarak considerou que a Cimeira de Lisboa vai ser «um êxito porque será a primeira que vai lidar com prioridades», prioridades essas que terão de «corresponder às aspirações dos povos» da África e da Europa.
Lisboa, 8/12/2007
Nagia Essayed, Comissária para os Recursos Humanos, Ciência e Tecnologia da União Africana, defendeu que a Cimeira da Juventude África-Europa deve ser «o abrir à cooperação consolidada entre os jovens africanos e europeus, assente na base do respeito mútuo».
Defendeu ainda que os países africanos deverão ratificar a Carta da Juventude Africana, para que os jovens africanos possam «ser os construtores do progresso e mudança em África».
Lisboa, 7/12/2007
Muammar Kadhafi, Presidente da Líbia, defendeu a cooperação entre os países africanos e a Europa, no combate à violação dos direitos humanos das mulheres. Segundo Kadhafi, «a igualdade na Europa é só superficial» (...) «No mundo islâmico também há violações dos direitos das mulheres, designadamente nos países reaccionários, monarquias e sultanatos, onde as mulheres são como uma peça de mobília em casa». Lembrou, ainda, que «a Europa deve a África compensações e um pedido de perdão» pelas extorsões efectuadas ao longo do período colonial.
Lisboa, 7/12/2007
Eurodeputados e defensores dos Direitos Humanos endereçaram uma carta aberta aos líderes africanos e europeus acerca do trágico conflito humano de Darfur, no Oeste do Sudão, com vista a que a questão faça parte da agenda da II Cimeira União Europeia/África, em Lisboa.
O deputado sudanês, vencedor do Prémio Sakharov 2007, Salih Mahmoud Osman, e os eurodeputados portugueses, Ana Gomes e Ribeiro e Castro, são alguns dos subscritores deste documento que merecerá, nesta Cimeira de Lisboa, a maior atenção, especialmente de Omar al Bashir, Presidente da República do Sudão (região com a qual Portugal teve óptimas relações diplomáticas no século XV).
Lisboa, 7/12/2007
Bispo católico de Cartum, capital do Sudão, alerta: «Os acordos de paz não se devem limitar a acabar a guerra no campo de batalha, mas devem promover a reconstrução e a reconciliação na sociedade sudanesa, garantindo os direitos de cada pessoa, seja ela cristã ou muçulmana».
Lisboa, 8/12/2007
Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia: «Espero que os líderes cumpram agora os seus compromissos», considerando que o plano de acção e a estratégia conjunta Europa-África, aprovados pelos 27 Estados europeus e pelos 53 Estados africanos, tem uma validade de três anos e mecanismos de acompanhamento que permitem às comissões europeia e africana viabilizarem a sua aplicação.
Lisboa, 9/12/2007
Alpha Oumar Konaré, Presidente da Comissão da União Africana (com um papel destacado nos últimos meses na preparação do encontro dos dois continentes) disse estar satisfeito com esta cimeira: «Lisboa foi o culminar de um caminho, mas é também para nós um ponto de partida»; considerou ainda «um dever de memória reconhecer episódios do passado, tais como a escravatura, o apartheid e o genocídio no Ruanda». Realçou, a seguir, que «podemos viver as páginas [da História] mas não podemos nunca rasgá-las».
Lisboa, 9/12/2007
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DARFUR, A FERRO E FOGO
O governo do Sudão e o seu exército continuam a não garantir a segurança das populações negras da região de Darfur. A subnutrição das crianças é um escândalo social. A aldeia de Haskanita foi ontem arrasada pelo fogo. A ONU desconhece as causas de mais este acto de vandalismo. As milícias árabes apoiadas pelo governo confrontam-se com rebeldes como se o único objectivo fosse o extermínio da população negra.
Desde 2003, este conflito já fez mais de 200 mil mortos. O Apocalipse deu entrada em Darfur!
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PAPEL, A PARTIR DE ÁTOMOS DE CARBONO
Em artigo publicado na revista Nature, cientistas da universidade de Northwestern (E.U.A.) divulgaram a descoberta de um novo material, o grafeno de carbono, com excepcionais qualidades para a construção de computadores, automóveis, aviões e, mesmo folhas de «papel». Trata-se de mais um avanço na nanotecnologia que poderá, por exemplo, substituir o silício usado na construção dos computadores.
Revolucionar, continua a ser a palavra de ordem, no mundo das novas tecnologias.
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Maria do Carmo Fonseca e Luís Barreira foram os vencedores do Prémio Gulbenkian de Ciência 2007. A Fundação distinguiu igualmente Ângelo de Sousa (Arte), Associação das Aldeias de Crianças SOS Portugal (Beneficência) e Ar.Co-Centro de Arte e Comunicação Visual (Educação) Maria do Carmo Fonseca, 47 anos, é directora do Laboratório de Biologia Molecular do Centro de Investigações Biomédicas e dedica-se à biologia celular e à genética molecular. O matemático Luís Barreira, nascido em 1968, professor do Instituto Superior Técnico, tem contribuído para o avanço dos estudos matemáticos em Portugal.
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PRÉMIO CASA DA CULTURA
A 6ª edição do Prémio Casa da Cultura de Língua Portuguesa visa distinguir "uma personalidade guineense que tenha contribuído para a divulgação da Cultura de Língua Portuguesa". Até ao dia 31 de Outubro de 2007 está em curso a apresentação de candidaturas à 6ª edição do Prémio. O Prémio consiste na atribuição de um diploma e tem o valor pecuniário de 5.000.000 € (cinco mil Euros). O Prémio Fundação Casa da Cultura de Língua Portuguesa foi instituído pela Fundação Casa da Cultura de Língua Portuguesa “tem como objectivo distinguir especificamente uma personalidade guineense que tenha contribuído de forma relevante para a divulgação da cultura de língua portuguesa.
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SOCIALISMO DE UM SULTÃO ISLÂMICO
O sultão Haji H. B. Waddaulah, da ilha de Brunei (ou Bornéu), no arquipélago da Indonésia, governa segundo princípios de natureza socialista. Apesar da população ser uma amálgama de grupos étnicos (malaios, chineses, indianos e indígenas) tem partilhado os rendimentos do petróleo (é um dos maiores produtores da Ásia) com os quase 400.000 habitantes da ilha de Brunei, concedendo-lhes educação, saúde e habitação gratuitas.
Em Janeiro de 1984, o sultão Haji H. B. Waddaulah conseguiu dos britânicos um novo tratado pelo qual manteve a independência total do território.
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PRIMEIRO BEBÉ DO ANO DE 2008 NASCE EM LISBOA
Nasceu na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, o primeiro bebé de 2008, trinta segundos depois da meia-noite. É filho de Mariana, uma jovem de dezasseis anos. Apesar da sua idade, e ainda estar a estudar (vive em Fanhões, nos arredores de Lisboa), com vista a fazer o 12º ano, não desistiu de dar à luz (apesar das circunstancias pouco favoráveis, do ponto de vista social) o seu primeiro filho. Chama-se Leandro Júnior Vicente Tavares. A avó vai ajudar a filha e o neto, nos seus primeiros tempos de vida. O «site» Harmonia do Mundo felicita a mãe pela acertada decisão que levou ao nascimento do seu filho. É um exemplo para muitas jovens que engravidam e sentem vergonha de assumir, tão sensatamente, os seus actos de amor.
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O BAIRRO ALTO, EM LISBOA, À BEIRA
DA RUPTURA SOCIAL
A vida de diversão nocturna tornou-se um pesadelo para os moradores deste antiquíssimo bairro de Lisboa. O barulho de noite é um frenesim insuportável. Pessoas saem das discotecas e casas de prostituição, alcoolizadas e sob o efeito de estupefacientes, o que as torna indiferentes aos prejuízos que provocam na vida das pessoas que trabalham de dia e precisam de dormir de noite. Não se pode admitir que uma sociedade civilizada deixe perigar a saúde mental das pessoas que sofrem este ambiente de ruído inadmissível.
Os habitantes do Bairro Alto já foram demasiado desprezados para que, se não existem, se façam leis que penalizem todos aqueles que transformam as ruas por onde passam, desde as 23 horas até às 3, 4 ou 5 horas da madrugada, num infernal lugar de gargalhadas, berros, objectos atirados para varandas, insultos à mistura com a pintura (seculares paredes) das casas com aberrantes grafitis, cantigas, copos e garrafas atirados para os passeios, zaragatas. É um nunca mais acabar de desrespeito por um dos mais característicos bairros históricos da Lisboa antiga. Parece que esses frequentadores da noite julgam que as ruas do Bairro Alto não se distinguem das casas de diversão e prazer onde estiveram a passar a sua noite.
(Esta notícia foi extraída da revista «Cais» pp.6-10, Dezembro de 2007)
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ASTROFÍSICO HAWKING SOB GRAVIDADE ZERO
Vítima de esclerose lateral amiotrófica, desde há quarenta anos, Stephen Hawking teve a coragem de experimentar uma viagem em nave que foi sujeita a gravidade zero nos finais do mês de Abril de 2007. Da cadeira de rodas elevou-se, assim, no espaço sideral. O voo alcançou o termo da atmosfera terrestre e constituiu para Hawking uma grande emoção. Apesar da sua debilidade física ser quase extrema − não tem autonomia motora e só consegue comunicar através de um computador especialmente construído para o seu caso −, o grande físico teórico inglês, autor de uma notável teoria sobre a origem do Universo e os «buracos negros», afirmou a sua convicção de que o futuro da humanidade está já no espaço, e não no planeta Terra. É que Stephen Hawking acredita que, mais tarde ou mais cedo, a vida na Terra devido a um desastre ecológico.
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NOBEL DA MEDICINA / 2007
O Prémio Nobel da Medicina foi atribuído a três cientistas, dois norte-americanos, Mário Capecchi e Oliver Smithies, e um inglês Martin Evans. O estudo premiado respeitou à investigação sobre células estaminais. O investigador português Domingos Henrique considerou os seus estudos relevantes para a terapia celular genética, em que as células doentes são substituídas por outras saudáveis. Como acentuou ainda os seus trabalhos mostraram que «podemos activar ou silenciar genes, responsáveis por doenças ou que previnem doenças».
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DORIS LESSING VENCE O PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2007
A escritora Doris Lessing, de nacionalidade britânica (origem familiar), nasceu, ocasionalmente, na antiga Pérsia, em 22 de Outubro de 1919. Viveu na Rodésia e na África do Sul, onde teve a experiência juvenil do apartheid. Rebelde e determinada, deixou a escola aos quinze anos. Queria ser escritora. Hoje, aos 87 anos, prestes a fazer os 88, recebe a notícia, ao chegar a casa após umas compras em Londres (vive nos arredores desta cidade), de lhe ter sido atribuído o maior galardão da literatura mundial: o Prémio Nobel.
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«FELICIDADE INTERNA BRUTA»
O Butão é um pequeníssimo reinado hereditário nas encostas do Himalaia, comprimido entre a China, a Índia e o Tibete. Não tem mais que dois milhões de habitantes, cuja maior cidade é a capital, Timfu, com cerca de 50 mil moradores. (…)
O Butão possui algo único no mundo e que todos os países deveriam imitar: o "índice de felicidade interna bruta".
Para o rei e o monge governante, o que conta em primeiro lugar não é o Produto Interno Bruto medido por todas as riquezas materiais e serviços que um país ostenta(…)
Por detrás deste projeto político funciona uma imagem multidimensional do ser humano. Supõe o ser humano como um nó de relações, orientado em todas as direções, que possui sim, fome de pão, como todos os seres vivos, mas principalmente é movido pela fome de comunicação, de convivência e de paz que não podem ser compradas no mercado ou na bolsa. (…)
A lei do sistema dominante (do mundo Ocidental) é: quem não tem, quer ter; quem tem, quer ter mais; quem tem mais, diz: nunca é suficiente. Esquecemos que o que nos traz felicidade é o relacionamento humano, a amizade, o amor, a generosidade, a compaixão e o respeito, realidades que valem, mas não têm preço.
O dramático está em que esta civilização humanamente pobre está acabando com o planeta no afã de ganhar mais, quando o esforço seria o de viver em harmonia com a natureza e com os demais seres humanos.
O Butão dá-nos um belo exemplo desta possibilidade. Sábia foi a observação de um pobre de nossas comunidades que comentou: "Aquele homem é tão pobre mas tão pobre que tem apenas dinheiro". E era notoriamente infeliz.
Excertos do artigo do teólogo Leonard Boff, publicado em 10 de Setembro de 2007, em Jornal do Brasil.
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NÍGER, PAÍS DESPREZADO
«A sul da Argélia, o Níger vê a sua terra cultivável reduzir-se perigosamente. De ano para ano a população cresce e o deserto avança, ocupando já três quartos do território. É uma das nações mais pobres do planeta, com elevado índice de mortalidade infantil. O Níger precisa de investimentos urgentes em sistemas de irrigação, em fertilizantes e tecnologias dos países africanos mais desenvolvidos»
(Notícia publicada em Fátima Missionária, p.8, Julho 2007)
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HARRY POTTER
J.K. Rowling anunciou, há alguns meses, que o último livro da Colecção intitulada Harry Potter seria publicado no mês de Julho. Ontem, 21 de Julho, às 0 horas, as livrarias lançaram a edição em língua inglesa. Em português, a tradução sairá em Outubro, publicada pela editora Presença, conforme foi anunciado. Parece só poder sair mas uma medíocre tradução, como já estamos habituados que nos ofereçam as editoras que têm muita pressa em vender best sellers.
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DENUNCIE SITES ILEGAIS
A Agência para a Sociedade do Conhecimento, o Ministério da Educação, a Fundação para a Computação Científica Nacional e a Microsoft Portugal podem bloquear sites com conteúdos que defendam ou promovam a pornografia infantil, a violência e o racismo.
Pode denunciar à Linha Aberta (linhaberta.internetsegura.pt) os sites que estejam a divulgar este tipo de temas.
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"A MATEMÁTICA DAS COISAS"
"A Matemática das Coisas" recomeça este sábado no Pavilhão do Conhecimento
As Tardes de Matemática estão de volta a Lisboa! Neste sábado, dia 19 de Janeiro, a escritora Isabel Alçada e o matemático Pedro Freitas falarão sobre “A Matemática das Histórias Infantis” na primeira sessão de 2008 do ciclo “A Matemática das Coisas”. A palestra terá lugar no Pavilhão do Conhecimento, pelas 15h30.
Que matemática utilizou o lógico Lewis Carol para escrever a história de Alice no País das Maravilhas? Qual a importância da matemática para estruturar os textos infantis? E da leitura para estimular o raciocínio lógico e a imaginação? Estas são algumas das questões que os palestrantes discutirão, numa sessão direccionada para o público em geral.
A entrada no Pavilhão do Conhecimento é gratuita, e dá direito a visitar o centro de ciência.
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LANÇAMENTO DA NASA
A Nasa prepara um lançamento em Setembro da nave espacial do alvorecer, uma missão que vai explorar os dois objectos maiores na correia asteróide, numa tentativa para dar resposta às perguntas sobre a formação do nosso sistema solar.
Um lançamento de Setembro para o alvorecer mantém todos os objectivos da missão que estava prevista para Julho.
O lançamento do Phoenix Marte Lander, programado para Agosto, examinará se o solo gelado em Marte poderia ter sido um ambiente habitável para a vida microbiana.
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NOVAS ESTRATÉGIAS MOLECULARES
A segunda edição da escola de Verão (Pens Summer School), com o apoio do PENS (Programme of European Neuroscience Schools), vai decorrer entre 8 e 15 de Julho, em Ofir. A exemplo do sucedido em 2004, os organizadores principais, Tiago Outeiro e Cristina Rego, trarão a Portugal alguns dos maiores especialistas de investigação em neurociências e doenças neurodegenerativas.
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DISCRIMINAÇÃO ILEGÍTIMA?
«(...) A recusa do “casamento” homossexual não é uma discriminação ilegítima (que por exemplo infrinja o tão invocado art. 13º da Constituição). Qualquer pessoa tem (igual) direito a casar. Simplesmente, o casamento é, por definição e natureza, uma aliança entre um homem e uma mulher. (…)
A campanha do lobby gay para a reconceptualização do casamento, de modo a incluir a união homossexual, não tem nada a ver com a igualdade de oportunidades. Visa antes a promoção da conduta homossexual e a desconstrução − não apenas semântica − do casamento e da família, tal como a esmagadora maioria das pessoas (com boas razões) os entende e preza. Todavia, há em Portugal graves casos de desigualdade, discriminação de facto, e exclusão: pessoas com deficiências, jovens em situação de reinserção social, minorias étnicas, desempregados de longa duração, os sem-abrigo (…)»
Alexandra Teté, «O casamento e o bem comum» in jornal O Público (16/7/2007)
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JOVENS EM RISCO
«SWATCH − Novo modelo: Mundo Perfeito. Por cada vendido, 6 euros para cada CAT (Centro de Acolhimento Temporário) − para crianças e jovens em risco (3 a 12 anos) − do Movimento pela Vida. Toca a ajudar! Entre outros, Figo está nessa…»
(Do «Blogue Marcelo Rebelo de Sousa, Seg. 16, SWATCH» in O Sol, 21 de Julho de 2007)
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CIMEIRA EURO-AFRICANA
«O segundo semestre de 2007 vai ser marcado pela presidência portuguesa da União Europeia. Um dos objectivos é organizar uma cimeira euro-africana, em Dezembro em Lisboa, que possa relançar a cooperação entre os dois continentes. (…) Uma ajuda que os europeus poderão dar, será através do apoio à democratização e à pacificação do continente, reforçando os projectos de cooperação. O perdão da dívida dos países africanos será também uma outra ajuda vital.»
(in Leonídio Paulo Ferreira, «Europa aposta em África», revista Fátima Missionária, p.17, Julho 2007)
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NOTA DE ABERTURA DO SITE «HARMONIA DO MUNDO»
«Estamos a criar o site Harmonia do Mundo.
O objectivo de Harmonia do Mundo é lançar na Internet um lugar onde, sem o limite do espaço e sem o limite do tempo, cada internauta possa encontrar o outro e, ao encontrar o outro, se possa encontrar a si próprio, publicando livros (o livro na íntegra ou partes seleccionadas para divulgação), artigos, conferências (ou excertos de conferências), recensões, blogs.
Pode, desde já, enviar colaborar para as seguintes rubricas:
Literatura (Romance, Ficção Científica/Fantástico, Conto, Diário, Memórias, Dramaturgia), Ciência (Biologia, Astronomia, Medicina, Física, Cosmologia), Semiótica, Psicologia, Informática / Inteligência Artificial, Poesia, Teologia / Religião. Alguns textos serão audiovisuais.
Há ainda a rubrica «Ensina-me a viver», especialmente dedicada aos deficientes motores, com a colaboração da Liga Portuguesa de Deficientes Motores e dos seus associados (entrevistas, textos, etc.).
A sua colaboração é fundamental para que os trabalhos enviados cheguem a um espaço planetário humano cada vez mais vasto, designadamente o espaço da Lusofonia (Brasil, ilhas atlânticas da Madeira e dos Açores, S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné, Angola, Moçambique, Macau e Timor).
Haverá sites da Web com links para a Harmonia do Mundo que alargarão a nossa audiência Internáutica. A publicação de obras em suporte de papel está em vias, num futuro próximo, de ser substituída pela publicação on-line.
Escolha o futuro, publicando on-line. A Internáutica geração está a impor-se rapidamente no mundo contemporâneo. Talvez porque a Internet é um meio de comunicação social que pode ter o tamanho do mundo humano. (...)
30 de Junho de 2007
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Palavras do ex-ministro brasileiro da Educação Cristóvam Buarque,
em uma universidade dos Estados Unidos da América:
Durante um debate na universidade, o atual senador Cristóvam Buarque foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.
Esta foi a resposta:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia"
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo.
Durante este Encontro as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldade em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos dos brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA.
Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!
* Excertos de um slide show que nos foi enviado por um colaborador, da autoria de Luisa Gorete
(e-mail:luisagorete@uol.com.br)
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CATALINA PESTANA, EX-PROVEDORA DA CASA PIA DE LISBOA,
DENUNCIA
Em entrevista ao jornal O Sol, a ex-provedora da Casa Pia de Lisboa, Catalina Pestana, afirmou:
«(...) lembro que já houve (em outros processos relacionados com a Casa Pia) três condenações transitadas em julgado.
Mas, agora, assisto ao caso do predador que matou o Daniel − uma criança de seis anos , amblíope, surda, que foi abusada até à morte e que morava no meu concelho (Oeiras)− a ser posto em liberdade; e vejo o juiz do processo, torturado, a ir à televisão a explicar porque teve de o libertar.
Fiquei a saber ainda que, se um polícia encontrar um homem a espancar uma mulher e o levar para a esquadra, só pode identificar o indivíduo e deixá-lo ir para casa, continuar a fazer o mesmo.
Então, eu pergunto: Onde está o estado de Direito? Não foi para esta qualidade de justiça que foi feito o 25 de Abril.
Nós estamos a andar para trás 50 anos, em nome das liberdades de alguns, e as vítimas são cada vez mais vítimas (...)»
(in revista Tabu, nº 57, incluída no jornal O Sol, 13 de Outubro de 2007, pág. 60)
Breve nota de «Harmonia do Mundo»:
Perante leis que são verdadeiros abortos jurídicos e que os nossos tribunais têm de pôr em execução, só resta a indignação e a revolta. Só elas poderão conduzir, não a uma qualquer reforma, mas à substituição dos quadros políticos, sejam eles de que partido forem, que se prestam a aprovar tais leis numa Assembleia da República, eleita pela confiança que o Povo português neles depositou!
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